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Peru: gastronomia, cultura e muito pedal!

Ao assistir um vídeo do site da GoPro, decidi a minha próxima viagem: Peru era o destino. Parecia mentira, mas, dia 01 de abril de 2014, eu, sozinho, partia de Palmas, no Tocantins, para Lima, com as terríveis conexões em Brasília, Rio e São Paulo.

A aventura começa pela cidade, trânsito intenso, sem estrutura cicloviária, execeto Miraflores e Orla, sem acostamentos e calçadas estreitas, mesmo assim, estava eu pedalando pelo centro histórico de Lima e fazendo várias selfies. Toda a influência espanhola estava presente em sua arquitetura, por momentos me vinha lembrança das pedaladas pelo velho mundo, a culinária, então, excelente!

Primeiro pedal de responsa

O pedal programado seria uma descida de 56km, saindo de Santo Domingo de los Olleros, a 3700m de altitude, até a praia de Punta Negra, litoral a sul de Lima. Mas imprevistos acontecem. O guia que fazia esse roteiro não poderia ir e meu tempo era curto. Assim contratei um motorista para me levar no ponto da descida e me buscar na praia. Começamos a subir, o deserto de Pachacamac foi surgindo, e o motora se recusou a prosseguir por não conhecer o caminho, sem nenhum movimento, sem celular e inexplicavelmente sem estepe. Meu pedal teve início a 846m de altitude na companhia de Raul, ciclista peruano que encontrei no caminho e que, depois de 15km, voltou para Lima e eu prossegui montanha acima em zig-zag infinito por 42km, 2690m de altitude, 13ºc de temperatura. Já era 16h quando desisti de prossegui porque ainda faltava 15km, 1000m de altitude e ficaria muito tarde para descer até a praia, all mountain, a noite e em lugar que você não conhece, num dá.

Meu retorno até Ceneguilla, povoado mais próximo de onde comecei a pedalar, demorou por volta de 1h, liguei para o motorista ir me resgatar, então ele me disse que não iria porque estava na praia à minha espera e que onde eu estava era muito perigoso a noite e alegou não conhecer direito o local. Pensei comigo: “se pra ele, que está de carro, é perigoso, imagina pra mim que estou de bicicleta e não conheço nada, como será?” Assim, tracei o caminho no GPS e voltei para meu hotel em Miraflores/Lima, depois de 115km e 11h45 de pedal no total.

Se pra ele, que está de carro, é perigoso, imagina pra mim que estou de bicicleta e não conheço nada, como será?”

El clásico!

No dia seguinte, fui convidado pelo meu amigo Guillermo Roda (guia peruano de bikers) a ir pedalar pelas ruínas incas de Pachacamac na companhia mais 3 bikers locais. Subimos a montanha de caminhonete 4×4 e fizemos a primeira descida, conhecida como “El Clásico”, expressão usada para descida básica, em aproximadamente 15 minutos, sendo quase 3km em desnível de 350m de altitude. Adrenalina pura! Na segunda descida já me avisaram que seria muito técnica, com bastante descida, mesmo assim lá estava eu, com bike trail, onde o ideal seria all mountain no mínimo. Após ter tomado alguns sustos com descidas muito íngremes, sem contar os precipícios, cheguei no final de quase 3,5km inteiro. Assim, partimos para a terceira descida, bem mais suave, tirando as descidas que o biker passa atravessado (off camber), um escorregão, já era! Nela passamos por ruínas incas, onde pude observar vestígios humanos em tumbas preservadas.

Hora de deixar Lima

Cusco é nosso novo destino! Depois de 1h15 de vôo pela Peruvian, cheguei e percebi que a altitude faz mesmo muita diferença. Fiz contatos para contratar um guia e fiz check-in no hotel onde fui recebido com chá de coca, nada mal, não só por causa da altitude mas o frio estava pegando também, 6ºc era a temperatura. Aproveitei o mal estar e fui conhecer as incríveis ruínas incas de Saksaywaman com seus muros gigantes de pedras com várias toneladas sobrepostas à outras com seus cortes e encaixes perfeitos, e depois outras ruínas também fantásticas.

Roteiro acertado com o guia, subimos de carro para Abra de Lares, a 4.460m de altitude, 8ºc de temperatura, onde comecei uma descida de 74km, na companhia do Juan, o guia, pela selva dos Andes peruanos. Descida esta de beleza exuberante, várias cachoeiras e cascatas que desaguavam na estrada por onde passávamos, campesinos sempre vestindo trajes típicos cuidavam de seus animais e da agricultura e sempre avistávamos vestígios dos povos incas, até chegar, as 16h, ao pequeno povoado de Ocobamba onde iríamos dormir. Ali paramos em um dos dois restaurantes locais para almoçar e fomos recepcionados pelas crianças admirando as bikes.

Mais um dia começa e logo depois do “desayuno”, pegamos as bikes e seguimos para Santiago e 50km mais tarde almoçamos em Quellouno. Partimos de van para Santa Tereza com suas águas termais, não queria sair daquela água maravilhosa, a 20km de Machu Picchu, passando por Quillabamba e Santa Maria. Fiquei hospedado na casa da sogra do Juan, uma casa humilde de pessoas muito alegres, principalmente a Bianca, figurinha carismática, carinhosa e faladeira.

Dia 10 de abril era o dia de conhecer Machu Picchu, queria ir de bike, já que estava a 20km de Santa Tereza, mas o governo, visando lucros, proibiu o trânsito de bicicleta e como não tem estradas, só se pode ir de trem ou a pé. Enfim, fui, conheci, me impressionei com tudo que vi. Incrível! Depois de mais um dia na casa da pequena Bianca, hora de deixar Santa Tereza, assim foram 25km na minha “Scott on the Rocks” até Santa Maria e de lá voltamos para Cusco de ônibus.

Andar de bike pelas ruas de Cusco, assim como Lima, não é pra qualquer um, mas não resisti, o entusiasmo com todas as sensações parecia que ainda não tivesse pedalado. Com esse entusiasmo, partimos para o Vale Sagrado, iniciando por Cruzpata. Descemos as bikes de cima do teto do ônibus (comum por lá transportá-las desse modo) e pedalamos para as ruínas de Moray, que tem forma de um teatro de arena, onde os arqueólogos divergem-se quanto à sua utilização. Para alguns um anfiteatro ou centro de devoção, assim como na Grécia antiga, já que o Inkas também conheciam a acústica que esse desenho proporcionava, para outros, era usado para a agricultura e hoje, além do turismo, é um lugar de peregrinação para devotos de cultos andinos antigos. Seguimos por trilhas para a cidade de Maras e Urubamba, passando pelas Salineras, que são vários tanques na encosta da montanha. A água fica empoçada e aflora o sal, depois é só deixar a água evaporar e pronto. A trilha perto das Salineras é animal! Íngreme, técnica e divertida.

Assim é o Peru!

Me impressionei com a beleza dos lugares, com tradição, com a cultural, com seu povo simples e acolhedor, a gastronomia rica e diversificada e sobretudo: pedalar por lá é simplesmente incrível! Simplesmente vá e faça! Simplesmente curta!

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